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Resumo: O Anticristo - NIETZSCHE

Bibliografia: NIETZSCHE. Friedrich Wilhelm. O Anticristo: ensaio de uma crítica sobre o cristianismo. 1895. Trad. André Díspore Cacian. 2002. Versão digitalizada. O livro tem como objetivo mostrar como o Cristianismo foi e continua sendo prejudicial para o homem. Além disso, procura ensaiar o início de uma nova etapa em que os todos os valores morais construídos até então seria descartados para a construção de novos valores visando a formação de um novo tipo de homem, dessa vez, sem a influência da religião cristã.  As primeiras palavras do capítulo I demonstram a tentativa de uma nova definição daquilo que é mau e bom. Este estaria relacionado a tudo que aumenta o poder no homem, enquanto aquele se refere a tudo que produz fraqueza. O Diagnóstico feito por Nietzsche é bem claro: o Cristianismo não permitiu que um tipo mais elevado de homem nascesse. Através das noções de pecado, tentação e culpa, o homem ficou preso as amarras que lhe impediram de ter um progresso no sent...

TPC: Tensão Pré-Copom

Li este termo no blog do Economista e Professor da UFRJ, José Luis Oreiro: <https://jlcoreiro.wordpress.com/2016/01/18/a-marcha-da-insensatez-do-banco-central-do-brasil/>. De fato, o que se tem visto é sempre isso: um stress de investidores e economistas para saber se deve ou não ser aumentada a Taxa Básica de Juros. A situação ficou mais "tensa" depois que o presidente do BACEN, Alexandre Tombini, fez uma declaração afirmando que a piora das projeções feitas pelo FMI serão levadas em consideração pelo Comitê em sua reunião. Diante disso, muitos interpretaram que essa declaração pode ser um sinal de que o COPOM dê um aumento mais moderado de 0,25% p.p ou mesmo a manutenção da Taxa SELIC, atualmente em 14,25% p.p. <http://g1.globo.com/economia/noticia/2016/01/para-tombini-revisoes-das-previsoes-do-fmi-para-brasil-sao-significativas.html> Na minha humilde opinião, um aumento da taxa SELIC não vai ajudar muito na diminuição da inflação, já que ela é,...

Comentário sobre o postulado da ineficácia das políticas econômicas Novo-clássica

O postulado da ineficácia das políticas econômicas novo-clássica afirma que qualquer medida macroeconômica de estabilização não será capaz de afetar as variáveis reais, nem no curto prazo. Esse postulado é, pois, diferente das visões keynesianas e monetaristas que afirmam a eficácia de políticas econômicas para alterar tais variáveis. A base desse postulado está no conceito de expectativas racionais, segundo o qual os agentes econômicos tomam decisões com base em todas as informações possíveis, usando-as com inteligência. Assim, qualquer política econômica que seja antecipada, o agente já estará preparado para ela, tornando-a sem efeito nas variáveis reais. Se esta política não for antecipada, então haverá mudanças nas variáveis reais. Nos modelos Keynesianos e monetaristas, pressupõe-se que os agentes tomam suas decisões com base no comportamento passado dos preços. Este conceito diferente leva a um a conclusão distinta do postulado novo-clássico.

Quando caí para a Série B

O coração do homem planeja o seu caminho, mas o Senhor lhe dirige os passos. (Provérbios 16.9 - ACF) Era 2007. Eu era o único baterista da Igreja Presbiteriana do Bairro Aviário. Os outros ficaram pelo caminho. Após 5 anos tocando, não havia mais erros gritantes: todas as músicas eram levadas de forma simples, mas bem marcadas. Eu estava absoluto.  Veio 2008, e com ele algumas mudanças. O filho do então pastor da igreja veio de Belo Horizonte com uma forte carga musical, graças ao curso que fez de 2 anos lá. Um violonista e guitarrista de primeira! Porém, ele, um músico dessa estirpe, precisaria de alguém que estivesse pelo menos com um bom nível para tocar com ele. Eu não atendia tais requisitos. A princípio, não vieram recados, avisos de que seria substituído. Mas aconteceu. Só depois de que estava tudo sacramentado foi que recebi a "decisão": Eu iria para um novo grupo, chamado de "Grupo B", que tocaria as quintas-feiras e na Escola Dominical pela manhã. Já...

Por que as Igrejas deveriam repensar o salário do Pregador?

A relação entre o trabalho que um pregador realiza e o dinheiro que ele leva para casa parece ser muito clara para a maioria dos membros de igrejas: “nosso pregador ‘ministra’ à esta igreja – ele visita os doentes, ela aconselha, ele evangeliza, ele prega, ele ensina, ele faz o boletim e tudo o mais que pedirmos a ele – e nós o pagamos para que ele faça estas coisas.” Esta é a forma como a maioria dos cristãos pensam sobre seus pregadores e o “salário” que pagam para ele. Mas será que esta é de fato a forma como deveríamos pensar sobre isto? Pessoalmente, eu creio que não. Aqui estão algumas coisas para considerarmos… 1. Pare de pensar que o Pregador faz o que faz pelo pagamento. A maioria dos membros de igrejas pensam que os seus pregadores fazem o que fazem porque eles o pagam para fazê-lo. Eu creio que esta é uma forma invertida de se pensar sobre a situação. É muito mais saudável pensar da seguinte forma:  “O pregador comprometeu sua vida à proclamação do evangelho e nós o...

Sobre óculos, polêmicas e TMI.

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O vídeo acima tem gerado controvérsias no facebook. Trata-se de um trecho de uma fala do Ariovaldo Ramos em que este tenta responder qual o óculos que a Teologia da Missão Integral - TMI utiliza. Diante disso, resolvi então fazer minhas considerações também: 1. Como bem mencionado pelo Ariovaldo Ramos, a TMI é ortodoxa e a maioria de seus membros assim o é. O Pacto de Lausanne, por exemplo, o qual é considerado por muitos um documento basilar para a TMI, em nenhum momento parece bater de frente com as principais doutrinas da teologia cristã clássica. Além disso, muitos propagadores desse pacto são bem vistos no meio reformado (Jhon Stott, por exemplo). 2. A maioria dos adeptos da TMI também concorda com o "óculos" a ser usado, a saber: a filosofia. E da mesma forma que no item anterior, mais uma vez parece que não há óbice contra aquilo que o Ariovaldo Ramos disse. 3. O óculos da Ciência Sociais é uma escolha do próprio Ariovaldo Ramos e não TMI como um todo. Isso e...

Erros também acontecem no lado de cá

O link abaixo refere-se a um vídeo publicado pela página do facebook "Sacrifício Vivo": https://www.facebook.com/sacrificiovivory/videos/841841272569410/ No vídeo, o Rev. Augustus Nicodemus procura alertar sobre uma pregação do evangelho que não enfatiza e/ou esconde um aspecto essencial: O Arrependimento. Porém, a página publicou como se o vídeo fosse uma fala do Reverendo contra todo e qualquer tipo de apelo. Quanto ao uso ou não de apelos, os argumento podem ser vários, tanto para um lado como para outro. Mas a questão não é essa. O que entristece é o fato de que uma página tão edificante como essa possa utilizar um vídeo que não tem conexão com a ideia defendida. Até mesmo os reformados cometem erros. Neste caso, um erro bem humano: o de querer usar de tudo para servir de base para ideias,  mesmos que estas não estejam relacionadas. Lamentável.